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02 Dez 2016 | 16:48
EUNICE MUÑOZ
A senhora dos palcos e da TV celebra 75 anos de carreira
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Atriz, mãe, avó e mulher sempre. Entre a ficção e a realidade, ela própria é uma força da natureza. Respira teatro e inspira talento, sem grandes contemplações. EUNICE DO CARMO MUÑOZ nasceu na Amareleja, no Baixo Alentejo, a 30 de julho de 1928. Casou três vezestem seis filhos e oito netos dos quais já tem bisnetos.

Apesar de se ter estreado com 13 anos, foi com cinco que subiu a primeira vez a um palco. “Foi um pouco por herança, e porque o ambiente era muito forte, que acabei por ser atriz. A minha avó era efetivamente uma grande atriz. Fazia tão bem drama como comédia, era extraordinária.”

Outra das principais responsáveis foi, sem dúvida, a atriz Amélia Rey Colaço, que a acolheu nesta profissão em 1941, na peça Vendaval, de Virgínia Vitorino, com a Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro, sedeada no Teatro Nacional D. Maria II. “É a quem devo os meus primeiros passos e coisas muito importantes que sempre me serviram ao longo do tempo.”

Eunice entrou para o Conservatório Nacional de Teatro quando tinha apenas 14 anos, tendo terminado o curso três anos depois, com uma média de 18 valores.

Questionada sobre se alguma vez se arrependeu de nunca ter apostado em fazer carreira a nível internacional, Eunice não se mostra preocupada por ter preferido ficar por cá. “Amo profundamente o meu país. Não me arrependo nada. Sinto-me cada vez mais portuguesa.”

Estreia-se no palco do Teatro Nacional D. Maria II, na peça de Virgínia Vitorino, Vendaval, em 1941. Em 1946, estreou-se no cinema com o filme de Leitão de Barros Camões, numa interpretação que lhe valeu o prémio do Secretariado Nacional de Informação para Melhor Atriz Cinematográfica do Ano.

É a partir de 1960 que passa a aparecer com alguma regularidade na televisão, em peças de teatro como O Pomar das Cerejeiras, A Dama das Camélias, Recompensa ou Os Anjos Não Dormem, bem como em séries, como Cenas da Vida de Uma Atriz ou Doze Episódios, de Costa Ferreira, em que contracenou com a mãe, Mimi Muñoz. Em 1965, Raul Solnado funda a Companhia Portuguesa de Comediantes, no recém-inaugurado Teatro Villaret. Eunice Muñoz recebe o maior salário até aqui pago a uma atriz, no valor de 30 contos mensais. 

Muitos foram os trabalhos em televisão de destaque e relevo. "A Banqueira do Povo" ao lado de Raul Solnado, João Perry e Diogo Infante foi um deles. Mas muitos se seguiram: "Olhos de Água"; "Sonhos Traídos"; "Mistura Fina"; "Dei-te Quase Tudo"; "Ilha dos Amores" e por aí fora. Atualmente podemos vê-la na TVI no papel de Pureza Ferreira da Costa, na novela "A Impostora". 

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