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01 Mar 2017 | 17:06
Ruy de Carvalho
Aos 90 anos continua a trabalhar com amor, profissionalismo e humildade. É um senhor dos palcos e da televisão.
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"Vida de ator parece fácil, mas não é. Quando não estamos a gravar, estamos a estudar. Aguento este ritmo porque gosto muito. Faço a minha profissão com amor. Isto é uma corrida por gosto e eu já vou nas maratonas.” As palavras são de RUY DE CARVALHO e espelham aquilo que gosta de fazer: representar. O palco é a sua vida. “Sou um ator de teatro, até porque é daí a minha formação, mas por mais que as técnicas variem de veículo para veículo, a arte de representar é a mesma. Comecei no teatro e fui o primeiro ator de teatro a trabalhar na televisão, com o Monólogo do Barqueiro, de Gil Vicente.”

Ruy Alberto Rebelo Pires de Carvalho nasceu a 1 de março de 1927. A cidade que o viu nascer foi Lisboa. Em 1947, com 20 anos, acabou o curso do Conservatório, com 18 valores. O percurso profissional de Ruy de Carvalho começou aos 15 anos, altura em que fez a sua estreia no teatro amador, com a peça O Jogo para o Natal de Cristo, com encenação de Ribeirinho. Três anos depois, estreava-se como ator profissional na Companhia Amélia Rey-Colaço/Robles Monteiro, com a peça Rapazes de Hoje, no Teatro Nacional D. Maria II. Nos anos 50, entrava para o Teatro do Povo/Teatro Nacional Popular por convite do mestre Ribeirinho. Entre 1959/60 foi para a Companhia de Vasco Morgado, no Teatro Monumental, onde se viria a tornar muito popular junto do grande público, contracenando com Laura Alves e Paulo Renato.  

Em 1961, fundou com alguns nomes conceituados do meio o Teatro Moderno, em Lisboa, que visionava apresentar repertório moderno de atores nacionais e estrangeiros. A censura do Estado Novo apertou o “cerco” a este teatro e, por falta de meios, o espaço acabaria por fechar as portas.

Em 1963, dirigiu o Teatro Experimental, no Porto. Em 1969, fez uma digressão a África, com a Companhia de Vasco Morgado. Em 1973, regressou a África na companhia de Rafael de Oliveira.

Antes de 25 de abril de 1974, trabalhou na Companhia de Maria Matos, que chegou a ser gerida pela RTP. Entre 1976/77 criou a Sociedade Artístico Repertório, com outros colegas, entre eles Armando Cortez, Fernanda Borsatti, Catarina Avelar, Vítor de Sousa e o seu filho, João de Carvalho.

Em 1978 deu-se a reabertura do Teatro Nacional D. Maria II. Ruy de Carvalho foi convidado a integrar o elenco principal.

Paralelamente ao teatro, em 1982, numa altura em que a produção nacional de séries televisivas estava num estado embrionário, Ruy de Carvalho foi convidado a entrar na primeira telenovela portuguesa, Vila Faia, onde interpretou a personagem Gonçalo Marques Vila. Seguiram-se tantos outros trabalhos na "caixinha mágica", que ainda hoje prendem os espectadores aos ecrãs de televisão.

 

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